2013/03/30

Hepatite C Revisão epidemiológica


EPIDEMIOLOGIA DA HEPATITE C

Daniela Ferreira Alves[*]
Jeffchandler Belém de Oliveira**



RESUMO: Trata-se de uma revisão integrativa que sintetizou o conhecimento produzido sobre Hepatite C. Esta revisão teve como objetivo identificar a epidemiologia desta enfermidade que afeta milhões de pessoas no mundo, especialmente no Brasil. Foi realizado levantamento bibliográfico, nos indexadores MEDLINE, PubMed, LILACS, SCIELO, livros e artigos , no período 2000 a 2012. Foi dada especial atenção aos artigos de revisão. Este estudo identificou que a Hepatite C é evidenciada pela inflamação do fígado. É uma doença infecciosa com grande potencial de evolução para cirrose ou carcinoma hepatocelular. Sua contaminação poderá ocorrer através de qualquer material cortante ou perfurante contaminados pelo vírus.  Como toda doença contagiosa, este estudo concluiu que a prevenção é a primeira medida, seguida do reconhecimento e controle dos fatores de risco com o uso da vacina ou profilaxia eficaz pós-exposição. E ainda, torna-se indispensável uma correta avaliação epidemiológica para o planejamento de ações preventivas. É necessário conhecer melhor esta doença e promover mais campanhas de conscientização para alertar a população sobre os riscos e com isso reduzir estes índices de contaminação.


Palavras-Chaves: Hepatite C. Fatores de risco. Epidemiologia.
 
1 INTRODUÇÂO

Segundo Lopes et al., ( 2005) hepatites virais são doenças provocadas por agentes etiológicos com tropismo primário pelo tecido hepático. São conhecidos atualmente cinco tipos de vírus hepatotrópicos, os vírus A ou HVA, B ou HVB, C ou HVC, Delta ou HVD e o vírus E ou HVE. A evolução clínica das hepatites virais, amplamente distintas, conforme o agente etiológico abrange desde as formas consideradas benignas causadas pelos vírus A e E, que não evoluem para a forma crônica, até os quadros de cirrose, como os desencadeados pelos vírus B, C e Delta.
Dentre as hepatites citadas destaca-se a hepatite C (HVC), que é uma doença infecciosa que traz grandes desafios à ciência, sendo que o principal é a cura uma vez que esta doença atinge em torno de 3% da população mundial, destacando-se como a principal causa de hepatite crônica e doença hepática avançada (Lopes et al., 2005)
Os conhecimentos acerca dessa infecção vêm se desenvolvendo constantemente desde a identificação de seu agente etiológico ocorrido em 1989 (Strauss, 2001).
Apesar de sua transmissão ser por contato direto e percutâneo ou através de sangue contaminado, em percentual significativo de casos de contaminação pelo vírus VHC normalmente não se identifica a via de infecção (MS, 2008). Os indivíduos considerados de risco são aqueles que recebem transfusão de sangue ou hemoderivados, usuários de drogas intravenosas, pessoas com tatuagens e piercings, sexualmente promíscuos entre outros.

2012/11/04

O que o mercado valoriza nas pessoas


Outro dia eu conversava com um amigo empresário e ele me perguntava quais seriam as principais características que eu valorizava em um postulante a emprego.


Eu nunca havia pensado nisso de um modo estruturado, mas em mais de 20 anos de atividades profissionais como empregado, gerente, consultor e empresário, acabei desenvolvendo uma lista de critérios que usei ao longo da vida e que agora compartilho com os leitores.

Essa lista não tem nenhuma pretensão científica e nem esgota o assunto. Mas reflete minha opinião, sedimentada ao longo dos anos. Coincidentemente, vi no Yahoo! Uma matéria tratando exatamente do caso contrário, “Os 10 comportamentos mais inadequados no trabalho”. Certamente os dois se complementam.


Usei o gênero masculino nos exemplos apenas para não ficar cansativo, mas certamente se aplicam, e bem, também às mulheres:

1. Iniciativa/Liderança: O LÍDER

Não esperar ordens para se mover. Fazer em primeiro lugar. Propor, sugerir, antecipar. Ter a habilidade para convencer e/ou motivar as pessoas a fazer algo, tanto por atos, quanto por palavras e exemplos. Proativo. Auto motivável.

2012/09/22

Eletroforese de hemoglobina


A eletroforese de hemoglobina (Hb) é provavelmente o método laboratorial mais útil para separação e medição de hemoglobinas normais e algumas anormais. Por meio da eletroforese, são separados diferentes tipos de Hb formando uma série de bandas distintamente pigmentadas em um meio (acetato de celulose ou gel de amido). Os resultados são então comparados com aqueles de uma amostra normal.
As hemoglobinas A, A2, S e C são rotineiramente verificadas, porém o laboratório pode trocar o meio ou o seu pH para expandir a faixa deste teste.
Objetivo
•Medir a quantidade de Hb A e detectar hemoglobinas anormais.•Auxiliar no diagnóstico de talassemia ou de anemia falciforme.
Preparo do paciente
Jejum de 4 horas
Valores de referência
Método: Eletroforese em acetato de celulose com determinação densitométrica da maioria das hemoglobinas.
Em adultos, a Hb A apresenta mais de 95% de todas as hemoglobinas; Hb A2, 2 a 3% e Hb F menos do que 1%. A Hb F aparece principalmente no feto e no neonato; ela diminui para 2 a 3% do sangue dos bebês na idade de 6 meses.
Achados anormaisA eletroforese de hemoglobina permite a identificação de diversos tipos de hemoglobina, que podem identificar uma doença hemolítica. Por exemplo, se Hb A2 for de 4 a 5,8% da hemoglobina total, então existe a implicação de talassemia minor. Se Hb A2 estiver abaixo de 2%, isso sugere uma doença de hemoglobina H. A talassemia minor é também sugerida se Hb F for 2 a 5% da hemoglobina total, e talassemia major se Hb F compreender 10 a 90%. Se o total da hemoglobina for Hb F, isso sugere persistência hereditária homozigota de hemoglobina fetal. Se Hb F compreender 15% do total de hemoglobina, isso sugere Hb S homozigota.
Outras doenças sugeridas por variações de hemoglobina incluem anemia falciforme (80% de Hb S homozigota) e doença de Hb C (90 a 98% de Hb C homozigota).
Exames correlatos
Série vermelha, contagem de reticulócitos, prova de falcização.


2012/09/12

Diabetes Insipidus


  • Diabetes insipidus não está relacionado ao diabetes mellitus(tipo 1 e diabetes tipo 2).
  • Diabetes insipidus é causada por problemas relacionados com o hormônio antidiurético (ADH) ou o seu receptor e causa micção frequente
  • Existem quatro tipos de diabetes insipidus; 1) central, diabetes insipidus, 2) diabetes insípida nefrogênica, 3) diabetes insipidus dipsogenica, e 4) Diabetes Gestacional insipidus.
  • O sintoma mais comum de diabetes insipidus é micção freqüente.
  • O diagnóstico de diabetes insipidus baseia-se numa série de testes (por exemplo, urina e fluido de teste de privação).
  • O tratamento da diabetes insipidus depende do tipo de diabetes insipidus.
  • Diabetes pode levar à doença renal crônica.
  • O diabetes é a causa mais comum de insuficiência renal nos EUA.
  • Diabetes Insipidus as a Complication after Pituitary Surgery ...

2012/09/10

Marcadores de Função Cardíaca


O que são?

Os marcadores cardíacos são substâncias libertadas no sangue quando existe uma lesão no coração. O teste a estes marcadores é usado para ajudar a diagnosticar, avaliar e controlar os pacientes com suspeita de síndrome coronário agudo (SCA). Os sintomas do SCA incluem a dor no peito, pressão, náuseas e/ou respiração insuficiente. Estes sintomas estão associados a ataques cardíacos e anginas, mas podem também ser detectados em condições que não estão relacionadas com o coração. As subidas em um ou mais marcadores podem identificar pacientes com SCA, permitindo um rápido diagnóstico e o tratamento adequado do seu estado. O SCA é causado por uma diminuição repentina na quantidade de sangue e oxigénio que chegam ao coração. Esta diminuição, também chamada isquemia, deve-se normalmente ao forte estreitamento das artérias coronárias ou ao bloqueio do fluxo sanguíneo nas artérias. Uma diminuição no fornecimento de sangue ao coração pode causar angina (dores no peito). Quando o fluxo sanguíneo para o coração é bloqueado ou significativamente reduzido, pode causar a morte das células cardíacas, provocando um enfarte agudo do miocárdio (EAM ou ataque cardíaco). Isto pode levar à morte do músculo cardíaco afectado ou a uma lesão permanente, e posterior cicatrização do tecido cardíaco.


Os testes dos marcadores cardíacos são solicitados para ajudar a detectar a presença de SCA e avaliar a sua gravidade o mais rápido possível, para que se possa começar o tratamento adequado. É importante distinguir ataque de coração e angina, insuficiência cardíaca, ou outra condição, uma vez que os requisitos dos tratamentos e controlo são diferentes. Para os ataques cardíacos, a imediata intervenção médica é crucial para minimizar as lesões no coração e futuras complicações. Os laboratórios devem disponibilizar os resultados dos marcadores cardíacos 24 horas por dia, 7 dias por semana com um tempo de resposta curto. Alguns dos testes devem ser realizados na sala de urgências, ou a lado da cama do paciente. O teste de um ou mais marcadores cardíacos é feito para assegurar o aumento dos níveis sanguíneos e para estimar a exactidão de um ataque cardíaco.

2012/09/04

Kernicterus

kernicterus (palavra oriunda do alemão, kern=núcleosikteros=icterícia) pode ser definido como uma condição consequente da toxicidade da bilirrubina às células presentes no gânglio da base e vários núcleos do tronco cerebral. Na clínica, o termo kernicterus é utilizado de forma alternada com o termo encefalopatia bilirrubínica, sendo que este último diz respeito às manifestações agudas de toxicidade da bilirrubina dentro das primeiras semanas de vida, enquanto que kernicterus diz respeito às sequelas clínicas permanentes da toxicidade bilirrubínica.
A bilirrubina quando livre é prejudicial às sinapses, causando lesões neuronais e nas organelas das células. Dentre os diversos processos patológicos envolvidos no aumento dos níveis de bilirrubina não-conjugada estão:

2012/09/02

Síndrome de Cushing

 

A síndrome de Cushing é um termo que é usado para descrever uma grande variedade de sintomas que podem ser accionados, se uma pessoa tem níveis muito elevados de uma hormona chamada cortisol no sangue.
Os mais comuns sintomas de síndrome de Cushing são:
  • ganho de peso
  • arredondamento da face devido a depósitos de gordura em desenvolvimento há
  • diminuição do interesse em sexo
  • adelgaçamento da pele

O que causa a síndrome de Cushing?

A síndrome de Cushing ocorre muitas vezes como um efeito colateral do tratamento com corticosteróides . Os corticosteróides são largamente utilizados para reduzir a inflamação e tratamento de doenças auto-imunes (condições onde as disfunções do sistema imunitário e os ataques de tecido saudável).
As pessoas que tomam altas doses de corticosteróides em uma base de longo prazo às vezes pode experimentar um acúmulo de cortisol no sangue. Esta forma de síndrome de Cushing é às vezes chamado de síndrome de Cushing iatrogênico.
Uma causa muito menos comum do síndroma de Cushing é um tumor onde se desenvolve dentro de uma das glândulas do corpo, fazendo com que a glândula a produzir uma quantidade excessiva de hormonas. Esta forma de síndrome de Cushing é às vezes chamado de síndrome de Cushing endógena.
As mulheres são cinco vezes mais propensos a desenvolver a síndrome de Cushing endógena do que os homens, com a maioria dos casos que afectam as pessoas, que têm 25 a 40 anos.

Síndrome de Cushing

  • Caracterizada pela hipersecreção do córtex da adrenal, o que causa uma cascata complexa de efeitos hormonais principalmente de cortisol.

COAGULOPATIAS


As coagulopatias hereditárias são doenças hemorrágicas resultantes da deficiência quantitativa e/ou qualitativa de uma ou mais das proteínas plasmáticas (fatores) da coagulação e são representadas pelas hemofilias A e B. A maioria dos pacientes apresenta deficiência quantitativa ou qualitativa de um dos fatores da coagulação (fator VIII para a hemofilia A ou fator IX para o B). A deficiência de um desses fatores se manifesta pela presença de sangramento espontâneo, em situações de trauma ou procedimentos cirúrgicos, ou diagnosticados ocasionalmente.  
 
Sob um critério estritamente etiológico, as coagulopatias hereditárias podem ser classificadas de acordo com as seguintes deficiências de fator:

1.     Deficiência de fibrinogênio (fator I), que subdivide-se em:
1.1.      Afibrinogenemia
1.2.      Hipofibrinogenemia
1.3.      Disfibrinogenemia
2.     Deficiência de protrombina (fator II)
3.     Deficiência de fator V
4.     Deficiência de fator VII
5.     Deficiência de fator VIII - Hemofilia A
6.     Deficiência de fator IX - Hemofilia B
7.     Deficiência de fator X
8.     Deficiência de fator XI
9.     Deficiência de fator XII
10.  Deficiência do fator estabilizador da fibrina (fator XIII)
11.  Doença von Willebrand
Dentre as coagulopatias hereditárias, as hemofilias e a doença von Willebrand (DVW) são as mais comuns. São consideradas coagulopatias raras as deficiências de fatores I, II, V, VII, X e XIII.
Hemofilias A e B
 
A hemofilia é uma doença hereditária hemorrágica, ligada ao cromossoma X. As manifestações hemorrágicas no primeiro ano de vida são observadas nas formas moderadas e graves, sendo os hematomas secundários a injeções intramuscular (IM), punções venosas, traumas e sangramentos em mucosa oral as mais frequentes. Raramente, observa-se no recém-nascido hemorragia no coto umbilical e no sistema nervoso central (SNC). Como sangramentos no SNC podem ocorrer, muitas vezes espontaneamente, cefaléias não explicadas devem ser tratadas como hemorragias intracranianas, até que o quadro se esclareça. Outra hemorragia potencialmente grave é a retroperitonial (localizada atrás do peritôneo), que pode ser volumosa a ponto de causar choque hipovolêmico (diminuição acentuada do volume sanguíneo), se tratada tardiamente.
 
Doença de von Willebrand
 
É uma doença hemorrágica hereditária causada por uma diminuição ou uma disfunção da proteína chamada fator de von Willebrand (FvW). Isto ocorre devido à mutação no cromossomo 12 e é caracterizada por deficiência qualitativa ou quantitativa do fator de von Willebrand. A diversidade de mutações leva ao aparecimento das mais variadas manifestações clínicas possibilitando a divisão dos pacientes em vários tipos e subtipos clínicos. A coagulopatia se manifesta basicamente através da disfunção plaquetária associada à diminuição dos níveis séricos do fator VIII coagulante, existindo também casos raros de doença de von Willebrand adquirida. Foi descrita pela primeira vez em 1925 pelo médico finlândes Erik Adolf von Willebrand. Essa é a doença hemorrágica mais comum e atinge cerca de 2% da população mundial, alcançando igualmente ambos os sexos; porém, mulheres têm mais probabilidade de ter a doença diagnosticada pelas manifestações durante a menstruação.

Fator de von Willebrand
O fator de von Willebrand é uma glicoproteína produzida pelas células endoteliais e megacariócitos, presente no plasma e nas plaquetas.

2012/08/30

Conheça a ASGARD Cursos




A ASGARD Cursos surgiu da necessidade e deficiência de cursos bons e acessíveis na área da saúde para o aperfeiçoamento e atualização profissional e também abrir novos horizontes aos estudantes de graduação.

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Além de renovar e aprimorar conhecimentos, os cursos valem como atividades extracurriculares para os estudantes, sendo os certificados chancelados por instituições reconhecidas nacionalmente.

Nossa meta para os próximos anos é de realizar mais cursos, com temas importantes para a área da saúde, pois nosso compromisso é ajudar na formação de profissionais qualificados e atualizados, visto que nessa área, vidas dependem desses profissionais.

2012/08/24

Principais doenças Cardiovasculares





É indiscutível que as doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morte e de invalidez temporária ou permanente, no mundo moderno, conforme podemos constatar pelos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outros organismos internacionais. Estima-se como um valor médio para a população mundial, que cerca de 40% do total de mortes são causadas pelas doenças cardiovasculares, sendo que, nos países mais desenvolvidos, aqueles valores podem ainda ser mais elevados. 

Nos Estados Unidos, o infarto do miocárdio e outras manifestações da doença coronária, são responsáveis por um substancial número de óbitos em homens acima dos 40 anos e nas mulheres acima dos 50 anos. A doença cardiovascular mais frequente, e principal responsável pela elevada incidência de complicações vasculares localizadas, é a aterosclerose. Dentre os óbitos ocorridos em indivíduos portadores de aterosclerose, 75% correspondem à doenças das artérias coronárias e cerca de 17% correspondem aos acidentes vasculares cerebrais (AVC), principalmente a trombose cerebral. Desse modo, as medidas de prevenção das doenças cardiovasculares, apoiam-se fortemente em difundir os princípios básicos capazes de minimizar a incidência ou a severidade da aterosclerose, especialmente nos indivíduos portadores de certos fatores, chamados fatores de risco. 

Podemos, portanto, afirmar que, em uma dada população, cerca de 85% das mortes produzidas por doenças cardiovasculares, estão relacionadas à aterosclerose. A hipertensão arterial ocorre em aproximadamente 15 a 20% dos indivíduos e a sua presença aumenta substancialmente os riscos do desenvolvimento de acidentes vasculares cerebrais, doença coronariana e insuficiência cardíaca. 

PRINCIPAIS DOENÇAS CARDIOVASCULARES 

Existem muitos tipos diferentes de doenças do coração e dos vasos do aparelho circulatório; algumas são extremamente graves, podendo causar a morte dos seus portadores, enquanto outras podem ser bastante benignas e não necessitarem qualquer tipo de tratamento. Neste último casos os indivíduos podem levar uma vida absolutamente normal.
As necessidades de tratamento variam com o tipo de doença existente. Um tratamento cardiológico pode incluir o uso de diversas drogas, a realização de procedimentos invasivos como as angioplastias, por exemplo, ou mesmo a correção cirúrgica. Nos dias atuais, a terapêutica cardiológica evoluiu de tal modo que a grande maioria das doenças cardiovasculares pode ser tratada com bons resultados. 

Muitos dos dados relativos à incidência dos diversos tipos de doenças cardiovasculares foram coletados da população incluída no famoso estudo de Framingham. Este estudo acompanhou um grupo de 5209 indivíduos, com idades compreendidas entre 45 e 74 anos, durante um período de aproximadamente 20 anos. Entre os 45 e 54 anos, a incidência de doença aterosclerótica e hipertensão era de 12,8 por 1.000 indivíduos. Aos 65-74 anos, aquela incidência subia para 30,3 por 1.000 indivíduos. O processo de envelhecimento também contribui para acelerar o desenvolvimento da aterosclerose e das suas diversas manifestações cardiovasculares. 

A aterosclerose, portanto, é o grande vilão da espécie humana, nos dias atuais e deve ser combatida desde muito cedo, para que a prevenção seja eficaz. Como grandes consequências da atersoclerose temos a doença coronariana (angina de peito e infarto do miocárdio) e os acidentes vasculares cerebrais trombóticos. Outras manifestações menos frequentes, ligadas à atersoclerose são as oclusões vasculares e os aneurismas da aorta e das artérias periféricas. 

As principais doenças cardiovasculares que afetam as populações do mundo moderno podem ser relacionadas do seguinte modo: